quinta-feira, 3 de março de 2011

Inês

Mil odes se fizeram a ti,
E chega agora, a minha hora...

Termina a vida aqui
Quando o surreal surpreendente
Acontece e te transporta
Para o largo rio português.

A miséria da tua condição
Só te transporta para a glória
Da tua raça, que embora reconhecível,
Miserável, Miserável!

Morta pela sensibilidade,
Que mais do que um prazer carnal
Pode influenciar;
O teu corpo se curvou,
Rumo à terra que te acolheu
Antes de toda uma conclusão infame.

Mata-se por tudo e
Por tudo se pode matar
Quem te devia ter amado
Por nada te quis amar...

E a tua vida é reconhecida
Por esse povo que te matou...
Hás-de ser sempre nossa
Maior amor que a História recordou...

Jónatas Pereira 01/03/11

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